sexta-feira, 21 de maio de 2010

Governo Geral


Con inmensa alegría comunicamos que el Capítulo General de la Orden de la Merced reunido en Roma desde el 1 de mayo, ha electo a lo largo del día de ayer, 18 de mayo, al nuevo Gobierno General que guiará a la Orden durante los siguientes seis años.

El mismo ha quedado constituido de la siguiente manera:


Maestro General:

Fr. Pablo Bernardo Ordoñe (Provincia de Argentina)

Consejeros Generales:

Fr. Damase Masabo - reelecto- (Provincia de Castilla)

Fr. Carlos Ignacio Muñoz Álvarez (Provincia de Chile)

Fr. Juan Carlos Saavedra Lucho (Provincia del Perú)

Fr. Emilio Santa María Fernandez (Provincia de Brasil)

domingo, 15 de novembro de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL!


Caríssimos Sacerdotes!

No dia 19 de junho próximo, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, poderemos viver um intenso momento de fé, estreitamente unidos ao Santo Padre e entre nós, quando da celebração das Vésperas na Basílica de São Pedro, no Vaticano, iniciando assim o Ano Sacerdotal.
Diariamente somos chamados à conversão. Mas, neste Ano, o somos de um modo todo particular, juntamente com todos que receberam o dom da ordenação sacerdotal. Para que conversão? Converter-se para ser sempre mais autenticamente aquilo que somos. Conversão à nossa identidade eclesial para que o ministério seja totalmente consequente a tal identidade, a fim de que uma renovada e gozosa consciência do nosso “ser” determine o nosso “agir”, ou melhor, ofereçamos espaço a Cristo Bom Pastor, a fim de que viva em nós e atue através de nós.
A nossa espiritualidade não pode ser outra que o reflexo da espiritualidade de Cristo, único e Sumo Sacerdote do Novo Testamento.
Neste Ano, providencialmente anunciado pelo Sumo Pontífice, procuraremos, todos juntos, tomar como ponto de referência, a identidade de Cristo Filho de Deus, em comunhão com o Pai e o Espírito Santo, que se fez homem no seio virginal de Maria, e à sua missão de revelar o Pai e o seu admirável desígnio de salvação. Essa missão de Cristo também importa a fundação da Igreja: eis o Bom Pastor (cf. Jo. 19, 1-21), que doa a vida para a Igreja (cf. Ef. 5, 25).
Uma conversão diária, a fim de que o estilo de vida de Cristo seja sempre mais o estilo de vida de cada um de nós.
Devemos “ser” para os homens, devemos nos esforçar para viver em comunhão de um santo e divino amor com todas as pessoas, um amor que doa a vida (eis aqui também inscrita a riqueza do sagrado celibato), que leva à solidariedade autêntica com aqueles que sofrem e com os pobres de todos os gêneros de pobreza.
Devemos ser operários para a co-edificação da única Igreja de Cristo in terris. Por isso, devemos viver com grande motivação e fidelidade a comunhão de amor com o Papa, com os bispos, com os nossos irmãos e com todos os fiéis. Devemos viver a comunhão através do ininterrupto caminho da Igreja nas entranhas de seu mistério em ser Corpo Místico de Cristo.
Temos que avançar durante todo este Ano “dilatato corde”, na correspondência à nossa vocação, para, de verdade, cada um possa melhor dizer: “não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gal. 2, 20).
A santidade dos sacerdotes repercute em benefício de todo o Corpo eclesial: os fiéis ordenados, como também os seminaristas, religiosos, religiosas e todos os fiéis leigos, todos juntos poderemos encontrar-nos na Basílica Vaticana para a celebração das Vésperas, presidida pelo Santo Padre, depois da acolhida da relíquia do coração daquele luminoso modelo que é São João Maria Vianney.
Aqueles que não estarão em Roma, poderão fazê-lo igualmente, nos próprios territórios, em união espiritual.

- Ingresso na Basílica a partir das 16h.
Acolhida da Relíquia às 17h30, seguida da celebração das Vésperas.
Os ingressos deverão ser solicitados através do fax número 06.69885863, junto à Prefeitura da Casa Pontifícia, e poderão ser retirados no dia anterior, no “Portone di Bronzo”, ao lado da Basílica.

- Os Sacerdotes deverão vestir a veste própria e os Religiosos, aquela do Instituto de pertença.

- O Ano Sacerdotal terminará com um Congresso Internacional em Roma, que se realizará de 09 a 11 de junho de 2010.
De tal evento, dar-se-á ampla e particularizada informação, até o final do corrente mês de junho.
Aqueles que desejarem participar, para todas as questões de ordem prática, poderão dirigir-se à “Opera Romana Pellegrinaggi”: Via della Pigna, 13/a, 00186 Roma. Tel. n. (0039) 06.69.89.61.



Vaticano, 01 de junho de 2009





X Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana
Secretário

sábado, 11 de abril de 2009

Semana Santa

Caros irmãos, estamos vivendo a Semana Santa, memória dos últimos momentos de vida de Jesus. Trata-se da festa cristã principal, a Páscoa do Senhor.

No Domingo de Ramos celebramos Jesus que entra em Jerusalém aclamado como Messias. No entanto como o seu messianismo não era o esperado, sobretudo pelos poderosos de seu tempo, ele é rejeitado e morto. Por isso esse domingo possui a ambigüidade de vermos Jesus sendo aclamado como rei e o mesmo Jesus morrendo crucificado. As leituras desse domingo nos fazem compreender Jesus como o servo-discípulo que enfrenta a maldade dos que não lhe compreendem (1 leitura); Jesus como o justo perseguido por causa de sua prática de justiça (salmo); Jesus como Deus, se esvaziando de sua glória, assumindo a nossa humanidade, na categoria dos últimos – escravos – (2 leitura); Jesus como o servo-sofredor, que morre por sua fidelidade ao projeto do Pai e em solidariedade com os mais pobres, na morte de cruz. Que tipo de messias imaginamos ser Jesus?

Na segunda feira santa, as leituras nos fazem perceber Jesus como o eleito de Deus para ser instrumento de justiça no meio dos seus, através da não-violência (1 leitura), por isso, contra a violência dos maus, ele confia e espera em Deus (salmo). Maria unge Jesus (evangelho), em vista de sua morte. É um ato de amor para com Jesus e este exorta o compromisso com os mais pobres: “pobres sempre tereis, por isso deveis ajuda-los (Dt 15,11). Será que somos promotores da violência? Como anda a nossa solidariedade para com os pobres?

Na terça feira, compreendemos Jesus como a luz das nações e não somente de Israel (1 leitura) e ele será luz quando chagar a sua “hora” que no evangelho de João é o momento da cruz, onde Jesus é glorificado pelo Pai e onde, segundo o mesmo evangelista atrairá todos a si. Já se aproxima esse momento... Será que somos abertos aos demais para anunciar-lhes a salvação ou achamos que Jesus veio somente para nós?

Na quarta feira santa, Jesus anuncia que Judas o entregará (evangelho). Aquele que era íntimo dele e que comia do mesmo prato, o entrega nas mãos das autoridades. Jesus continua fiel ao projeto do Pai (salmo) e assume o seu destino, não podendo voltar atrás em tudo aquilo que Ele viveu e anunciou do Reino de Deus. Será que permanecemos fiel à vontade do Pai mesmo contra as adversidades da vida?

Na quinta-feira santa celebramos a instituição da eucaristia, do sacerdócio e o gesto do lava-pés. Jesus celebrando a Páscoa judaica, memória da libertação do Egito, com os seus discípulos, projeta um novo significado: a ceia cristã será memória da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus (1 e 2 leituras). Participar da eucaristia é comungar da vida de Jesus! João no lugar do memorial eucarístico coloca o lava-pés, como que mostrando que o serviço aos demais é, para a comunidade de João, a memória de Jesus. Será que a cada eucaristia nos comprometemos com a vida e valores que Jesus nos ensinou? Será que a cada eucaristia nos tornamos mais parecidos com Jesus? Somos pessoas que servem às demais?

Na sexta-feira santa fazemos memória da morte de Jesus. Jesus morre por causa do modo como viveu e por sua fidelidade ao Reino querido por seu Pai (1 leitura). Por isso ele entrega confiante sua vida nas mãos do Pai, crendo que não se decepcionará por ter vivido assim (salmo). Condenado como herege e agitador político Jesus morre, vivendo até o fim a vontade do Pai (evangelho) e as comunidades cristãs interpretaram sua morte como necessária para que ele se tornasse o verdadeiro sacerdote que intercede por nós todos junto de Deus (2 leitura). Nossa salvação valeu a fidelidade de Jesus... Que valor damos a isso?

No sábado santo, fazemos a vigília pascal aguardando a ressurreição de Jesus. Fazemos memória da história da salvação: Deus criou o universo para ser espaço de manifestação de sua glória e amor. Porém o pecado entrou no mundo pelo abuso da liberdade humana. Daí vem a promessa de que Deus salvará o mundo das conseqüências do pecado. Isaac prefigura o sacrifício que Jesus fará mais tarde de si mesmo, dando a sua vida em fidelidade ao Pai, para a redenção do mundo. Lembramos a Páscoa judaica, onde Deus por Moisés liberta o povo do Egito, prefigurando a verdadeira libertação que é a da morte, que Jesus nos alcançará por sua ressurreição. Paulo nos lembra que ser batizado significa participar da vida Jesus, sermos como Ele. O batismo nos enxerta em Jesus e como ele morreu e ressuscitou, nós também um dia seremos ressuscitados como Ele. Jesus viveu e pregou o Reino na Galiléia entre os mais pobres e quando ressuscita volta para lá, mostrando que a esperança dos pequenos nunca é decepcionada por Deus. Temos esperança de que, através de nosso serviço, o mundo poderá ser transfigurado para melhor?

No domingo de Páscoa celebramos a vitória de Jesus sobre a morte. Pedro anuncia que Jesus, que passou a vida fazendo o bem foi ressuscitado por Deus. A ressurreição foi a resposta de Deus à vida de justiça que Jesus viveu. Assim Jesus se torna o modelo de ser humano a ser imitado por todos nós (1 leitura). Paulo nos lembra que, uma vez ressuscitados em Jesus devemos “buscar as coisas do alto”, o que não significa ser um alienado do mundo, mas viver no mundo segundo a vontade de Deus construindo a fraternidade tão querida por Ele (2 leitura). O Evangelho nos dá uma lição: o discípulo amado foi aquele que entrou no túmulo, viu e creu, ao passo que Pedro não. A semana santa termina e as coisas podem continuar do mesmo modo... Cabe a nós termos um olhar diferente sobre o mundo para perceber novas realidades possíveis de se viver. Realidades de fraternidade, solidariedade e amor...

Santa semana e Páscoa para todos nós!

Paz e mercê em abundância!

Frei Inácio José, mercedário

segunda-feira, 16 de março de 2009

Templos... (3º domingo da quaresma)

 

O evangelho deste domingo nos mostra Jesus expulsando os vendilhões do templo. Como todo bom judeu, Jesus amava o templo de Jerusalém, mas não concordava com a exploração que lá era feita pelos cambistas, que estavam a serviço dos interesses romanos. O evangelho de João foi escrito pelo ano 95 dc e o templo de Jerusalém já não existia, pois foi destruído pelos romanos em 70 dc. Por isso Jesus se refere a seu corpo como templo no texto, pois para a comunidade de João, Jesus é o verdadeiro templo, através do qual temos acesso a Deus. O texto talvez tenha resquício histórico da vida de Jesus, pois os quatro evangelhos relatam o fato.

O texto é colocado na quaresma já nos preparando para celebrar a semana santa. Por causa dos conflitos com as autoridades de seu tempo Jesus morreu. Além disso, percebemos também a intenção de João em nos mostrar Jesus anunciando a restauração do templo de seu corpo, interpretação da comunidade joanina sobre a ressurreição de Jesus. Jesus passará pela morte como conseqüência de sua fidelidade ao Pai, ao Reino e no enfretamento com o mal. Mas não permanecerá morto. O Pai lhe dará a vida eterna junto de si. A palavra final é sempre da vida e nunca da morte.

Podemos pensar no valor do templo hoje em dia. O templo é o local onde a comunidade se reúne para rezar. É lugar de encontro com Deus e com os irmãos. Por isso é importante participar das celebrações. Convivemos com os irmãos e louvamos a Deus. Amamos a Deus em nossos irmãos. Nossas comunidades não devem ter outro interesse senão o de ser um espaço alternativo na sociedade que propicie um clima de fraternidade e amor que nos propicie encontrar a Deus, mediante sua Palavra e a Eucaristia. É importante lembrar que nos reunimos em Deus e que Jesus é nosso templo, mediante o qual temos acesso ao Pai. E pelo Espírito que Ele nos derrama nos tornamos também “templos vivos de Deus”.

Que Deus nos conceda viver uma santa quaresma respeitando e amando a cada pessoa humana, qualquer seja, em sua dignidade humana, pois se trata de um templo vivo de Deus no meio de nós...

Paz e Mercê!

 

Levantado da terra (4º domingo da quaresma)

 

O evangelho deste quarto domingo da quaresma nos mostra Jesus falando que seu “levantamento da terra” é sinal de salvação de Deus. Moisés levantou a serpente como sinal no deserto para curar os que eram mordidos por cobras por serem rebeldes. A serpente também é símbolo da ressurreição: pelo fato de trocar constantemente de pele! Podemos pensar que a serpente morreu de vermos sua pele no chão, mas na verdade ela está é viva... Não se assemelha a ressurreição de Jesus? O que todos acharam que estava morto, na verdade está vivo e os discípulos de Jesus o comprovaram...

Deus não enviou Jesus para condenar, mas para salvar. Deus é amor e deseja que todos alcancem a salvação. Somos os que aceitam a salvação de Deus em Jesus ou somos os que não aceitam? João deixa bem claro: a possibilidade de condenação do mundo é porque esta recusa o Filho de Deus e não porque Deus queira condenar o mundo.

Jesus se apresenta como luz. Sua ação é luz. O curar os enfermos, o anunciar o Reino de Deus, o libertar dos demônios, o enfrentar a hipocrisia religiosa dos seus, o enfrentar o poderio dos romanos, enfim, toda a sua vida é luz e referência para os que se dizem seus discípulos. Jesus agiu em Deus, tudo o que fez era de acordo com o projeto do Pai. E nós? Será que também somos assim? Será que estamos em buscar de sermos luz do mundo e sal da terra como nos convida Jesus?

A quaresma vai caminhando para o seu fim e se aproxima o momento de colhermos os frutos de nossa penitência: os sinais de nossa mudança de vida, de conversão de mentalidade, de um voltar-se mais consistente para Deus. Quais os frutos que, pela graça de Deus, estou colhendo nessa quaresma?

Deus nos abençoe hoje e sempre!

Paz e Mercê!

 

Frei Inácio José, mercedário