sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ADVENTO. Tempo de realimentar a esperança.

Introdução

Começamos um novo tempo litúrgico na Igreja. No último domingo celebramos Jesus Cristo Rei do Universo, no intuito de mostrar ao povo cristão que a razão de ser do universo começa em Deus e terminará em Deus, em Cristo que recapitulará todas as coisas em si mesmo quando o Reino de Deus se consolidar em plenitude.

Agora começaremos o advento. Tempo de preparação para a chegada do Messias que está para nascer e salvar a humanidade. É tempo de alimentar a esperança de que o novo está para chegar e que o mal no mundo pode ser superado através do amor que praticarmos e vivermos.

Tempo de espera e esperança.

 Advento é tempo de espera. O povo de Israel esperava ansiosamente o Salvador, o Messias. De espera é que vem esperança. Ao celebrarmos o nascimento de Jesus queremos renovar a esperança de que um mundo mais fraterno surgirá. Aos poucos ele está sendo gestado. Ainda há mistura de bondade e maldade no mundo. Mas um dia o bem vencerá e o Reino de Deus será definitivamente instaurado.

 Precisamos, portanto cultivar a esperança. É ela que nos faz caminhar e viver. É ela que nos lança para frente, na busca da realização de nossas metas e sonhos. Quem não tem esperança de algo que bom possa acontecer em sua vida ou de que as suas metas um dia possam ser alcançadas, simplesmente perde a razão de viver.

 Por isso nestes domingos que antecedem o Natal, cultivemos a esperança e a espera. Desejemos de fato que Jesus venha transformar as nossas vidas. Desejemos de fato que o Reino de Deus aconteça no meio de nosso povo e gente sofrida.

 Tempo de clamor

 Na liturgia perceberemos que a tônica das orações será o clamor: “vem Senhor Jesus”. Clamar é pedir, chamar insistentemente. É um pedir ardentemente algo. E no caso, é pedir que Jesus venha nascer de fato. O clamor brota do sofrimento. Quando não agüentamos mais as situações que vivemos, só nos resta erguer as mãos ao céu e pedir que Deus possa vir em nosso auxílio e nos dar força para vencer as tribulações.

 De tanto sofrer, de tanto perceber que algo está errado no mundo, que as pessoas não são felizes, não são solidárias, não se amam. De tanto perceber a dor e angústia dos que são abandonados por todos. De tanto perceber a solidão dos que não tem voz e nem vez, erguemos a voz ao céu e clamamos “vem Senhor Jesus, vem salvar o teu povo”. O povo de Deus na Bíblia tinha a ousadia de clamar a intervenção divina porque Deus mesmo havia feito uma aliança de amor para com o povo. Deus não pode falhar em suas promessas e o crente de Israel sabendo disso clamava insistentemente a Deus em suas angústias e dificuldades, como podemos perceber em diversos salmos.

 Deus fez aliança conosco em Jesus. Ele é a aliança de amor eterna, que Deus selou conosco para sempre. Por isso não tenhamos medo de clamar ao Senhor que venha nos ajudar e nos salvar. Precisamos confiar em Deus e em seu amor que nunca nos falta, mesmo quando nos sentimos abandonados e incompreendidos pela vida. Deus mais cedo ou mais tarde vem e seu consolo se fará sentir. 

Tempo de olhar para os pequenos

 Deus quis entrar na história humana como qualquer ser humano. Fez-se frágil. Fez-se pequeno. Fez-se menino. Menino-Deus. Por isso Advento é tempo de olhar para os pequenos e frágeis de nosso tempo. Eles são geralmente os que mais tem clamado por amor, justiça, solidariedade. O clamor é a oração dos pequenos e pobres abandonados e Deus escutá-los através de nossos ouvidos. Deus quer salvá-los através de nossa solidariedade para com eles. Por isso devemos olhar com carinho para os mais necessitados de nosso tempo, de nossa sociedade. Olhar para os esquecidos. Olhar para aqueles que estão com as portas fechadas diante de si, tal como a família de Nazaré em busca de repouso e aconchego. Que o advento nos ensine que o Senhor vem a nós através de cada pessoa necessitada que peça nosso socorro. Aprendamos de fato que Deus se fez pessoa humana e que ser humano ao nosso redor, sobretudo os mais necessitados e desfigurados pela dor, são templos de Deus clamando por nossa solidariedade. “Vem Senhor Jesus!”

Santo advento para você!

Frei Inácio José, mercedário

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

convite

DIOCESE DE CARATINGA
Paróquia São Francisco de Assis
Vermelho Velho – MG.
Comunidade São Vicente de Paulo – São Vicente da Estrela.



A Paróquia São Francisco de Assis, de Vermelho Velho, a Província Mercedária do Brasil, eu Frei Édson Luiz Raspante, convidamos você e sua família para participarem da celebração Eucarística, imposição das mãos e Oração Consecratória, presidida por Dom Francisco Barroso Filho, Bispo emérito de Oliveira – MG, na qual serei ordenado presbítero para o serviço da Igreja, nossa mãe, ao povo e ao Reino de Deus. Que Nossa Senhora das Mercês interceda às copiosas bênçãos celestes sobre você e sua família.


Contamos com sua presença e orações de todos!


Ordenação Presbiteral Missa Nova.
Dia 20 de dezembro de 2008 Dia: 21 de dezembro de 2008
Horário: 10h Horário: 10h
Local: Praça da Igreja de São Vicente de Paulo Local: Igreja de Santa Terezinha
São Vicente da Estrela – Raul Soares – MG. Cornélio Alves – Raul Soares – MG.

sábado, 15 de novembro de 2008

AS SETE VERDADES DO BAMBU


AS SETE VERDADES DO BAMBU






Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do avô, o chamou para a varanda e falou: Vovô corre aqui... me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... e este bambu tão fraco continua de pé.
Filho, o bambu permanece de pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração e permanecer de pé.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
Segunda verdade:O bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima tem também para baixo. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros tanto que de longe parecem como uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta do alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” (e não cheio de eu’s). Como ele é oco, sabe que se crescer sem “nós” seria muito fraco. Os “nós” são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e desafios. Eles são nossos melhores professores se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo, da sabedoria divina.
A sétima lição que o bambu nos dá é exatamente esta: Ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do alto. Essa é a sua meta.

REUNIÃO DE FORMADORES DA PROVÍNCIA MERCEDÁRIA DO BRASIL

1. ACOLHIDA:
D: Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo
T: Amém.

D: A vós irmãos mercedários, chamados por Deus, convocados para a Santidade e para seguir libertando a exemplo de Pedro Nolasco, a graça e a paz estejam convosco.
T: Bendito seja Deus que nos reunião amor de Cristo.

2. HINO:
(Todos os Santos da Ordem)

Ó vós Santos Mercedários, hoje no céu reunidos,
escutai as nossas preces, atendei nossos pedidos.
Seguimos vossos exemplos, ensinai-nos, suplicamos;
com amor igual ao vosso, nosso próximo sirvamos.
A vossa luz ilumine nossos pobres corações,
e assim a Deus louvaremos, vencendo tantas paixões.
Fé, esperança e caridade possam reinar entre nós,
e da Virgem das Mercês, sempre escutemos a voz.
Possamos nós libertar os cativos do pecado
e assim teremos, fiéis, a vossa vida imitado.
Louvor à Trindade Santa, que vos reúne na glória
no dia que celebramos de todos vós a memória.

3. ATO PENITENCIAL:
D: Somos frágeis e pecamos. Cometemos injustiças, nos falta a solidariedade, agimos de maneira egoísta, nos acomodamos, negligenciamos... Peçamos o perdão que nos reconcilia com o Pai e a conversão do coração:

* Por nossas fraquezas humanas
- Senhor tende piedade
* Por nosso injusto egoísmo
- Senhor tende piedade
Por nossa falta de fé e de amor, piedade, piedade Senhor. (BIS)
* Porque eu não fui solidário
- Senhor tende piedade
* Porque fomos indiferentes
- Senhor tende piedade
Por nossa falta de fé e de amor, piedade, piedade Senhor. (BIS)

T: Oremos: Tua graça, Senhor nos preceda e acompanhe sempre, a fim de que sejamos constantes em teu serviço e não nos cansemos de fazer o bem! Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

4. PALAVRA DE DEUS:

Leitura Bíblica (Isaías 61, 1 – 3)
O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que choram, para reservar e dar aos que sofrem por Sião uma coroa, em vez da aflição, o manto do louvor, em vez da capa da tristeza. Palavra do Senhor. T: Graças a Deus.

Salmo 115
1.Que poderei retribuir ao Senhor, por tudo aquilo que ele me deu?
R: Oferecerei o meu sacrifício e invocarei o seu santo nome.
2.Que poderei oferecer ao meu Deus pelos imensos benefícios que ele fez?
3.Eu cumprirei minha promessa ao Senhor na reunião do povo santo de Deus.
4.Vós me quebras os grilhões de escravidão e é por isso que hoje canto vosso amor.

Reflexão (As sete verdades do Bambu)

5. PAI NOSSO...

D: Graças te damos Senhor, porque nos reunistes em teu nome; Te pedimos que permaneças conosco durante nosso trabalhos; Sejas nosso guia e mestre e fortaleças nossa esperança; Que a poderosa intercessão da Virgem Maria venha também em nossa ajuda, para que saibamos agradecer-te em todas as nossas obras. Por Cristo nosso Senhor.
T: Amém.

6. BENÇÃO: (a cargo do Provincial)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


XXXV CAPITULO PROVINCIAL DE LA MERCED EN ARGENTINA
"Seamos Uno por la Redención"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

XXXV CAPITULO PROVINCIAL DE LA MERCED EM ARGENTINA


XXXV CAPITULO PROVINCIAL
DE LA MERCED EN ARGENTINA
"Seamos Uno por la Redención"

Muy queridos hermanos y hermanas de la
Familia Mercedaria en Argentina y el Mundo

Les comunicamos con profundo gozo que el XXXV Capítulo Provincial en el día de la fecha, martes 11 de noviembre del año del Señor de 2008, a 790 años de la Fundación de la Orden de la Merced y a 415 años de la fundación de la Provincia Mercedaria de Argentina, ha celebrado la elección del nuevo Equipo de Gobierno Provincial para el período 2008 – 2011, habiendo resultado elegidos los siguientes religiosos:

SUPERIOR PROVINCIAL:
R.P.Fr. Pablo Bernardo Ordoñe

CONSEJEROS PROVINCIALES:
R.P.Fr. Carlos Alberto Gómez
R.Fr.Roque Antonio Coronel (reelecto)
R.P.Fr. José Luis Mercado Morales (reelecto)
R.P.Fr. Sergio Augusto Navarro (reelecto)

Encomendados a Nuestra Madre Ssma. de La Merced, San Pedro Nolasco nuestro Padre y Fundador, al Venerable Padre Fr. José León Torres, mercedario Argentino, camino a los Altares; nos unidos a todos ustedes con esperanza renovada, para ser Merced de Dios en favor de los nuevos Cautivos y oprimidos de Argentina, cuyos gritos nos interpelan y animan a ser creativos y audaces en un servicio donde todos tenemos un lugar.

R.P.Fr. Sergio Augusto Navarro
Secretario de capítulo

Recepción de saludos
Colegio León XIII Av. Bodereau 7058
Tel: 03543-420120 / 440948
Portal Web: www.merced.org.ar/home
E-mail: capituloprovincial@merced.org.ar
E-mail: ecosmerced@merced.org.ar

domingo, 2 de novembro de 2008

SÃO SERAPIÃO - RELIGIOSO MERCEDÁRIO - 14 DE NOVEMBRO


SÃO SERAPIÃO – RELIGIOSO MERCEDÁRIO



De origem irlandesa, nasceu em torno do ano de 1179. Foi militar engajado no exército de seu rei Ricardo Coração de Leão, e depois na companhia de Leopoldo VI, o Glorioso, duque de Áustria, passou a fazer parte do esquadrão deste para ir à Espanha, em apoio ao exército cristão de Afonso VIII que lutava contra os muçulmanos. Na península, Serapião decidiu ficar a serviço do rei de Castela, para prosseguir lutando em defesa da fé católica. Ali teve ocasião de conhecer Pedro Nolasco e seus frades, que se dedicavam à defesa da mesma fé, porém, não guerreando contra os mouros, mas sim tirando de seu poder os cristãos cativos, empenhando nessa empresa a própria vida.

Pediu e recebeu o hábito de mercedário em 1222. Realizou várias redenções. Na última, que levou a cabo em Argel com seu companheiro redentor Berenguer de Bañeres, teve de ficar como refém em lugar de alguns cativos em perigo de renegar. O outro redentor viajou rapidamente a Barcelona para buscar o dinheiro. Pedro Nolasco, que na ocasião estava em Montpellier, escreveu carta urgente a seu lugar-tenente Guillermo de Bas: que avisasse a todos os conventos que recolhessem esmolas e as enviassem rapidamente a Argel. Não chegou no tempo estipulado o dinheiro do resgate, e os mouros, decepcionados, deram morte atroz a Serapião, pregando-o numa cruz em forma de aspa ( X ), como a de S. André, e esquartejando-o ferozmente. O bárbaro e cruel rei de Argel, Selin Benimarin, foi quem presenteou a Igreja e a Ordem Mercedária com esse santo mártir, a 14 de novembro de 1240. (ref. A Ordem de Santa Maria das Mercês – 1218 – 1992 – síntese histórica – Roma, 1997, pg, 59 ).